Vendas de supermercados caem 0,3% em agosto, na contramão do varejo
Alimentar e móveis foram as duas únicas atividades em queda entre as oito pesquisadas; farmácia e perfumaria subiram 0,7% no mês

O volume de vendas de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuou 0,3% em agosto na comparação com julho, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada nesta quinta-feira, 15 de outubro, pelo IBGE. No mesmo período, o varejo brasileiro como um todo variou 0,1%, após queda de 0,8% em julho.
O alimentar foi uma das duas únicas atividades no campo negativo entre as oito pesquisadas. A outra foi móveis e eletrodomésticos, com recuo de 4,2%, a maior queda do mês. As seis demais subiram: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação avançaram 6,3%, outros artigos de uso pessoal e doméstico, 1,4%, combustíveis e lubrificantes, 1,1%, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, 0,7%, tecidos, vestuário e calçados, 0,6%, e livros, jornais, revistas e papelaria, 0,2%.
Na comparação com agosto de 2025, o varejo cresceu 0,4%. O setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria subiu 4,8% nessa base, e o de equipamentos de informática e comunicação, 10,2%. Móveis e eletrodomésticos recuaram 6,0%, e tecidos, vestuário e calçados, 4,5%.
O resultado geral ficou abaixo do esperado pelo mercado financeiro, cujas projeções apontavam alta de 0,7% na comparação mensal. A média móvel trimestral do varejo registrou variação de -0,1% no trimestre encerrado em agosto. No acumulado do ano, o varejo cresce 1,7%, e 1,6% em 12 meses.
No comércio varejista ampliado, que acrescenta às oito atividades os segmentos de veículos, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 0,2% em agosto ante julho, revertendo a alta de 0,5% registrada em julho. As duas atividades adicionais fecharam o mês em queda: veículos e motos, partes e peças recuaram 1,0%, e material de construção, 2,0%. A média móvel trimestral do varejo ampliado ficou em -0,3%. Frente a agosto de 2025, o varejo ampliado variou 0,1%, após crescer 1,9% em julho.
O desempenho não foi uniforme pelo país. As vendas do varejo subiram em 14 das 27 unidades da Federação na passagem de julho para agosto, com os maiores avanços em Rondônia, de 5,8%, Amapá, de 5,3%, e Mato Grosso do Sul, de 2,7%.
A Pesquisa Mensal de Comércio acompanha a receita bruta de revenda em empresas formalmente constituídas com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é o comércio varejista. Os indicadores de volume resultam da deflação dos valores nominais por índices de preços específicos construídos a partir do IPCA. Os dados de setembro serão divulgados em 13 de novembro.


