Pular para o conteúdo

Tubérculos, raízes e legumes acumulam alta de 48,29% em 12 meses, aponta IBGE

Subgrupo que reúne batata, cebola e tomate subiu 18,92% só em setembro e registra variações que vão de 22,29% em São Luís a 73,68% em Porto Alegre no acumulado de 12 meses

Varejo News

· 2 min de leitura

Compartilhar
Tubérculos, raízes e legumes acumulam alta de 48,29% em 12 meses, aponta IBGE

O subgrupo Tubérculos, raízes e legumes, que reúne itens como batata, cebola e tomate, acumulou alta de 48,29% nos 12 meses encerrados em setembro de 2026, segundo o Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, divulgado pelo IBGE em 9 de outubro. No mês, a variação do subgrupo foi de 18,92%, e no acumulado do ano, de 46,54%.

O número contrasta com o conjunto da cesta. O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 4,66% em 12 meses e de 0,83% em setembro, de acordo com o instituto. No mês, a alimentação no domicílio subiu 0,96%, com altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).

A variação do subgrupo não é uniforme entre as praças pesquisadas. No acumulado de 12 meses, o IBGE registrou 73,68% em Porto Alegre, 73,06% no Rio de Janeiro, 69,84% em Goiânia, 64,65% em Fortaleza, 63,89% em Curitiba e 63,20% em Belo Horizonte. Campo Grande aparece com 55,47% e Vitória, com 50,52%. No outro extremo da tabela do instituto estão São Luís (22,29%), Aracaju (30,97%) e São Paulo (31,67%) — esta última a área de maior peso no índice nacional, com 32,28%.

Na variação mensal de setembro, a dispersão se repete. As maiores altas do subgrupo ocorreram em Goiânia (28,00%), Vitória (27,03%), Curitiba (26,62%), Campo Grande (24,71%) e Rio de Janeiro (24,38%). As menores foram apuradas em São Luís (5,73%), Recife (7,88%), Aracaju (8,19%) e Rio Branco (8,69%). Em São Paulo, a variação do mês foi de 16,77%.

Outros subgrupos de alimentos apresentaram comportamento distinto no mesmo período. Hortaliças e verduras caíram 0,27% em setembro e acumulam alta de 11,18% em 12 meses. Frutas recuaram 1,12% no mês e registram variação de -0,49% em 12 meses.

Em Aves e ovos, o IBGE apurou queda de 1,66% em setembro e de 5,60% em 12 meses, com recuos de 10,33% em Curitiba e 10,04% em Porto Alegre no acumulado anual. No mesmo recorte de 12 meses, Carnes subiram 9,83% e Leite e derivados, 6,32%. Entre os itens citados pelo instituto nas quedas de setembro estão o frango inteiro (-1,96%) e o frango em pedaços (-1,41%).

A alimentação fora do domicílio acumulou alta de 5,79% em 12 meses e variou 0,48% em setembro, ante 0,36% em agosto, conforme o IBGE.

No índice geral, o IPCA de setembro foi de 0,82%, com acumulado de 3,95% no ano e 4,58% em 12 meses. A maior variação regional do mês ocorreu em Vitória (1,08%), onde o instituto destacou as altas da energia elétrica residencial (10,85%) e do tomate (43,19%). A menor foi registrada em Rio Branco (0,53%).

Os dados de oferta e comercialização nas Ceasas referentes a setembro ainda não foram divulgados. A edição mais recente do Boletim Hortigranjeiro da Conab, publicada em 22 de setembro, traz os números de agosto.

Leia também