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Receita de supermercados cresce três vezes mais que o volume

Receita nominal da atividade acumula alta de 3,8% em 2026, contra 1,4% do volume de vendas; dados de agosto foram divulgados pelo IBGE em 15 de outubro

Varejo News

· 2 min de leitura

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Receita de supermercados cresce três vezes mais que o volume

A receita nominal da atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo acumula alta de 3,7% em 2026, enquanto o volume de vendas do mesmo grupo avança 1,4% no período. No recorte isolado de super e hipermercados, a receita nominal sobe 3,8% e o volume, 1,4%. Os percentuais constam da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 15 de outubro com os resultados de agosto. 

A receita nominal é apurada pelo IBGE sem descontar a variação de preços. O volume de vendas desconta.

A distância entre as duas séries se repete nos demais recortes da pesquisa. Em 12 meses, o volume de vendas da atividade cresceu 1,0% e a receita nominal, 3,8%. Na comparação de agosto de 2026 com agosto de 2025, o volume subiu 0,5% e a receita nominal, 3,8%. Em super e hipermercados, a mesma comparação interanual mostra 0,6% de volume contra 3,9% de receita nominal. 

No resultado mensal, a atividade registrou nova queda. O volume recuou 0,3% em agosto frente a julho, na série com ajuste sazonal, segunda variação consecutiva no campo negativo, após queda de 0,2% em julho. No recorte de super e hipermercados, a retração foi de 0,1%, mesma variação do mês anterior. Na receita nominal, o movimento mensal foi positivo: 0,1% para a atividade e 0,2% para super e hipermercados. 

O ritmo de crescimento interanual perdeu força no trimestre. Depois de 2,1% em junho e 2,9% em julho, o volume da atividade avançou 0,5% em agosto sobre o mesmo mês do ano anterior. Ainda assim, foi a terceira alta seguida nessa comparação e a oitava em nove meses — desde dezembro de 2025, o único mês com variação não positiva foi maio, com -0,4%. O grupo foi o segundo entre as contribuições positivas para a formação do indicador do varejo em agosto, somando 0,3 ponto percentual ao total de 0,4%. No quarto bimestre de 2026, o alimentar acumulou alta de 1,7% sobre igual período de 2025, um dos quatro segmentos do varejo com variação positiva no bimestre. 

No canal atacadista, agosto marcou inversão. O atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo recuou 1,4% em volume na comparação com agosto de 2025, revertendo as altas de 7,5% em junho e 2,5% em julho. Em receita nominal, o segmento cresceu 1,9% na mesma comparação. No acumulado do ano, o volume mantém ganho de 1,6%, com desaceleração em relação ao resultado apurado até julho. 

No conjunto do comércio varejista, o volume de vendas variou 0,1% em agosto sobre julho, após queda de 0,8% no mês anterior, e a média móvel trimestral permaneceu em -0,1%. Seis das oito atividades pesquisadas tiveram resultado positivo na passagem mensal; no campo negativo, além do alimentar, figurou móveis e eletrodomésticos, com queda de 4,2%.

Os próximos resultados da pesquisa, referentes a setembro, serão divulgados em 13 de novembro. 

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